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domingo, 16 de agosto de 2009

Descobrindo Henry Nouwen

Wow, os três últimos meses foram um tanto quanto conturbados, em todos os sentidos: família, trabalho, estudos, ministério e... lógico na minha própria vida também... Sabe quando as coisas fogem ao controle?? Quando tudo acontece fora do planejado, do imaginado? Pois sim, foi exatamente isso que aconteceu... interesting...
O mais interessante é que agora, olhando para o que passou nesses últimos tempos consigo olhar um pouco pelos dois lados: o que ficou de bom e ruim disso tudo e no fim, a melhor parte, o aprendizado.
Ouvi certa vez de uma pessoa que geralmente o que ocorre em nossa vida que não consta no"planejamento" nos surpreende, nos atinge com significativo impacto simplesmente porque mostra a fragilidade de nosso planejamento. Nos revela que na verdade o nosso "controle", o que pensamos ser controle, a cerca de nossas atividades e afins é meio que fictício.
Veja bem, não estou aqui fazendo uma campanha dizendo para ninguém ter nenhum tipo de planejamento ou coisa do gênero. Não sou nenhum pouco pró anarquismo (forte não) ou coisas do gênero. Temos que ter planos e afins sim. Mar o que estou deixando aqui é que a despeito dos planos e afins mas não devemos nos iludir nos considerando únicos "agentes de decisão" a respeito de nossas agendas. Aprender a conviver com isso é tarefa diária!

Durante esse vendaval que se passou, tive uma grata descoberta que muito me auxiliou a entender parte de tudo o que aconteceu. Li 'Transforma meu pranto em dança', do Henry Nouwen e foi muito especial: "É uma grande ilusão acharmos que a vida é uma propriedade a possuir ou um objeto a segurar... essa ilusão nos põe a caminho de uma busca frenética de individualidade e auto-realização..."

Em uma de minhas últimas postagens eu já tinha escrito algo sobre o quão iludidos somos quando achamos que podemos controlar e prever as coisas de antemão... esses últimos dias serviram meio que como prova cabal de que ainda não consegui aprender a lição; acho que essa questão sobre onde está minha segurança, meu alicerce tem sido um dos grandes aprendizados dos últimos tempos.

"...Vivemos em um mundo repleto de preocupações. Nós nos vemos ocupados e preocupados com muitas coisas, ao mesmo tempo em que nos sentimos aborrecidos, ressentidos, deprimidos e muito solitários... Preocupações fazem com que estejamos 'em todos os lugares', mas raramente em casa. Uma maneira de expressas a crise espiritual de nosso tempo é dizer que a maioria de nós tem um endereço, mas não pode ser encontrado lá. Sabemos a quem pertencemos, mas continuamos sendo empurrados em muitas direções diferentes, como se fôssemos uns sem-casa. 'Todas essas coisas' continuam requerendo nossa atenção. Elas nos conduzem para tão longe de casa que eventualmente esquecemos nossos verdadeiros endereços, os lugares onde podemos ser encontrados."

terça-feira, 26 de maio de 2009

Confiança.... onde está?


Por recomendação de um amigo, estou lendo o livro Jesus quer salvar os cristãos. Leitura rápida, amiga do trânsito (tenho hábito de ler ao volante, quando fico parada de manhã, hehe)... já estou quase no fim. E uma parte muito chamou minha atenção; os autores falam sobre o "vai e vem" de Israel em situação de "escravidão"; primeiro no Egito, depois da Babilônia, depois o império Romano... o modo como os eles (autores) usaram o relato de quando o povo ficou livre do cativeiro babilônico...
Quais eram então as expectativas?
em certa altura os autores falam:
"Sempre há esse perigo, não? De sermos destruídos, de nossos impérios ruírem, de clamarmos por ajuda e, quando a ajuda chega, quando tornamos a ficar de pé, quando outra vez há dinheiro em nossa conta e as coisas voltam a ser como antes, existe o perigo de... esquecermos o que acaba de acontecer (cativeiro)"

Mas esse perigo não era privilégio dos israelitas... esse perigo está aqui hoje, bem ao nosso alcance. Ano passado, ao participar do projeto de curto prazo na Irlanda, algumas coisas sairam bem fora do "planejado"; e isso fez com que momentaneamente eu focasse apenas no fato de tudo ter saído fora dos planos. Ao conversar com uma pessoa e dizer o quão desapontada eu estava por tudo ter "dado errado" essa pessoa foi simplesmente direto ao ponto:
"Você está decepcionada não pelo modo como as coisas saíram, mas pelo fato de você não ter o menor controle sobre como as coisas aconteceram. Você tem sua segurança; você sabe que ao voltar para o Brasil você terá sua casa, seu emprego e tudo o mais.. mas o que acontecerá se tudo isso lhe for tirado? Para onde vai sua segurança; sua confiança?"
Fiquei pensando alguns segundos (tá bom, acho que chegaram a ser alguns minutos) e tive que dar o braço a torcer...
Lá estava eu, com coração "disposto a servir"...desde que o planejamento fosse seguido! Caramba, essa lição foi difícil!

Mas foi importante e continua sendo importante lembrar desse episódio e lembrar que por mais que eu faça meus planos, tenha meus sonhos e etc, a minha confiança, esperança, segurança, certeza não deve ser por causa dessa variáveis que estão ao meu "alcance".. e isso não é tarefa fácil e ninguém disse que seria...